As competências socioprofissionais para a transição digital

As competências socioprofissionais para a transição digital

Se a mudança tecnológica é um processo contínuo que exige novas competências e conduz a novos paradigmas laborais, estas têm que ser sempre acompanhadas de um suporte de competências atitudinais e comportamentais relacionadas com o saber-ser consonante com um espírito de cooperação, flexibilidade, comunicação, trabalho de equipa que facilite a motivação e o bem-estar do trabalhador.

A literatura preconiza que há uma relação positiva entre as competências socioprofissionais do trabalhador, seja a que nível hierárquico for, e os seus resultados. Nesse sentido, cada vez mais tais competências são percebidas como habilidades essenciais para as empresas que visam a multiplicação dos seus resultados na era da transição digital. Qualquer posto de trabalho subentende uma interligação entre as competências hard/soft skills.

As competências transversais, desenvolvidas na área do desenvolvimento pessoal do Citeforma, são essenciais para se ser bem-sucedido. A mestria dos saberes, como o saber agir em situações de conflito, tensão e pressão, são domínios importantes e, estão diretamente relacionadas com as componentes afetivas e emocionais que funcionam como complemento das competências digitais e que, consideradas como habilidades intangíveis, estão relacionadas à personalidade do profissional e que fazem a diferença no seu desempenho. Entendidas como um conjunto de competências pessoais e interpessoais, conferem um ascendente ou vantagem na competição pelo emprego, na transição digital e por uma empregabilidade sustentável.

As aptidões e as destrezas comportamentais aplicadas, por cada profissional, na execução das suas tarefas determina, em muito, a satisfação do cliente interno / externo. No entanto, por vezes, não são fáceis de adquirir e requerem esforço e formação por parte da pessoa. Porém, elas dão-nos as capacidades de que necessitamos para termos sucesso, tanto nas relações pessoais como no mercado de trabalho.

Nos contextos da evolução das organizações e das profissões, na área do digital, ao observarmos determinados ambientes laborais com sobrecarga de trabalho associados à complexidade das tarefas digitais ou outras, muitas das vezes alimentados pela insegurança e conservadorismo que os caracterizam, mostram-se ambientes extremamente dependentes das soft skills, nas quais o controle emocional dos profissionais são pontos cruciais. Outro fator importante é a necessidade de integração entre as equipas multidisciplinar, na quais a falta de um fluxo de informações estruturadas leva a falhas de comunicação, gerando informações inadequadas, tensões e conflitos e nas quais as competências do relacionamento interpessoal podem fazer a diferença pela positiva.

As soft skills não são apenas importantes no mundo digital, elas vão ganhando cada vez mais importância no mercado laboral. Por exemplo, a competência técnica de um bom informático não servirá de muito, se não for capaz de confiar nos colegas e trabalhar em equipa.

Pese embora a importância e necessidade de conhecimentos técnicos, a maioria dos empregadores procura as capacidades socioprofissionais em todos os candidatos ou colaboradores.

Em janeiro, no Linkdin, foi publicada a pesquisa “The Most In-Demand Hard and Soft Skills of 2020” que elencou as cinco competências pessoais mais procuradas no mercado de trabalho:

1. Inteligência emocional
2. Adaptabilidade
3. Colaboração
4. Criatividade
5. Persuasão

Segundo o jornal Ekonomista de 11 fev. 2021, as 15 soft skills essenciais e transversais, são:

1. Trabalho em equipa
2. Resolução de conflitos
3. Gestão do tempo
4. Atitude
5. Comunicação
6. Pensamento criativo
7. Ética laboral
8. Networking
9. Positividade
10. Capacidade para tomar decisões
11. Motivação
12. Flexibilidade
13. Resolução de problemas
14. Pensamento crítico
15. Capacidade de adaptação a ambiente multicultural

É fácil entender porque estas competências são tão valorizadas pelos chefes e empregadores em geral. Apesar das hard skills serem necessárias para a realização de um trabalho, são as soft skills que vão garantir o sucesso do trabalho para a maioria dos empregados, incluindo os mais ligados às novas tecnologias.

Neste âmbito, a área de desenvolvimento pessoal no Citeforma é uma mais valia nos processos de adaptação, autoconhecimento e autogestão ajudando a pessoa a fazer o seu alinhamento entre capacidades, aptidões e interesses / objetivos / valores / crenças / propósito / visão / missão, favorecendo assim o equilíbrio e o desenvolvimento pessoal e profissional. A área do desenvolvimento pessoal, capacitando para as competências socioprofissionais e assim apoiando para a transição digital, é a área que pode ajudar a construir resultados e facilitar o crescimento emocional e comportamental dos trabalhadores, em todos os sentidos. Favorece o bem-estar do trabalhador, a sinergia da equipa, do departamento e a felicidade na empresa. Pessoas felizes são mais produtivas.

Por Carlos Barata
Coordenador do Citeforma na área do Desenvolvimento Pessoal

18 outubro 2021

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