Desafios da Formação na Transição Digital

Desafios da Formação na Transição Digital

A História Universal mostra-nos o poder que os grandes surtos pandémicos sempre tiveram na transformação da organização social.

De igual forma, o SARS Covid-19 está a ter um impacto transformacional na organização das nossas sociedades e, em particular, da forma como interagimos no mercado de trabalho, com um alcance que ainda não conseguimos avaliar. A História o dirá, mas seguramente que o contexto de globalização que caracteriza o século XXI, lhe dará um poder transformador superior aos demais.

Como todos os grandes acontecimentos históricos, dos grandes desafios e dos contextos adversos, surgem novas oportunidades e avanços civilizacionais. O desenvolvimento tecnológico e científico alcançado nos finais do século XX permite aos países “desenvolvidos” disporem dos recursos e dos conhecimentos necessários para que a vida continue a correr ao lado da catástrofe que se desenrola.

E assim, o Citeforma, bem como as demais entidades ligadas à formação, e ao ensino, souberam agarrar os avanços tecnológicos já existentes e pô-los ao serviço da sua missão: continuar a preparar os atuais e futuros recursos humanos com as qualificações necessárias para intervirem em contexto social e profissional, em mercados em constante mutação.

Tendo o Citeforma sido das primeiras entidades formadoras, em Portugal, senão mesmo a primeira, a fazer a passagem plena da formação presencial para contexto a distância, ou de forma mais precisa, para contexto remoto – essa passagem demorou no nosso caso 1 semana - passado ano e meio desta experiência, importa refletir sobre as oportunidades, mas também os desafios que esta experiência nos trouxe, de forma a prepararmo-nos para uma das transformações inevitáveis que a pandemia nos trouxe: a aceleração da entrada na Era Digital.

Apesar da larga maioria das soluções tecnológicas que nos permitem simular os contextos presenciais, em contexto remoto, estarem disponíveis muito antes da pandemia, a sua utilização / apropriação nas práticas profissionais estava muito afastada da maioria dos agentes (educativos e organizacionais).

A Webização, afinal, era para a maioria de nós um espaço onde “íamos” mas onde “não vivíamos”.

Esta realidade leva-nos à necessidade imperiosa de nos posicionar, organizacionalmente, na forma como conseguimos antecipar as reestruturações do tecido empresarial face à incorporação da digitalização nos seus processos de trabalho, nas suas consequências quanto às transformações dos perfis profissionais existentes, bem como dos emergentes.

Preparar os trabalhadores para intervirem nas transformações que estão a ocorrer, e que seguramente irão acelerar, é reforçar o papel da “mudança” enquanto foco da intervenção do Citeforma.

Mas todo o ensino e formação é, em si mesmo, “mudança”. A questão que se coloca às entidades formadoras é o quanto estão elas próprias, preparadas para essa “mudança”:

  1. Como se organizam internamente para que as relações com o exterior (“partes interessadas”) sejam indutoras desse contexto de “mudança”
  2. Como auxiliam os seus potenciais clientes a identificarem necessidades que desconhecem
  3. Como preparam as suas equipas pedagógicas, e os formadores muito em particular – A pandemia veio demonstrar que muitos dos formadores também não estavam suficientemente preparados para a Era Digital
  4. Com se constroem planos de formação que respondam a um mercado de trabalho em mutação acelerada por força da emergência de novas atividades económicas, novas áreas de negócio e da alteração da especialização produtiva da economia portuguesa

Em 2022, O Citeforma, continuará apostado em responder a estes desafios e prepara-se para criar as condições necessárias para a consolidação de um modelo de intervenção pedagógica que permita, gradualmente, ir libertando os processos de aprendizagem dos contextos tradicionais.

 

Texto de  Cristina Tavares,  Diretora Interina do Citeforma

16 setembro 2021

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