Durante algum tempo, o ESG (Environmental, Social and Governance) foi visto como “mais um tema”. Era importante, sem dúvida, mas muitas vezes ficava limitado aos relatórios para investidores. Hoje, essa leitura já não faz sentido. Na prática, o ESG entrou no dia a dia das organizações e passou a influenciar a estratégia, a gestão de risco e a competitividade.
Esta mudança acontece porque a expectativa vem de vários lados ao mesmo tempo. Por um lado, investidores querem metas claras e resultados mensuráveis. Por outro, consumidores escolhem cada vez mais marcas coerentes com os seus valores. Além disso, os colaboradores procuram empresas com propósito, enquanto os reguladores avançam com regras mais exigentes. Como consequência, as organizações que integram estes critérios de forma consistente tendem a beneficiar de maior confiança, melhor reputação e, muitas vezes, mais oportunidades de negócio e de financiamento.
Ao mesmo tempo, a transparência tornou-se central. Os relatórios e métricas ESG deixaram de ser um “extra” e passaram a funcionar como instrumentos de responsabilidade e comunicação. E isto não é apenas para o mercado financeiro. É também para clientes, equipas e para a sociedade em geral. Acresce que esta exigência continuará a crescer, acompanhada por enquadramentos legais e regulatórios cada vez mais rigorosos, aplicáveis a empresas de diferentes dimensões e setores.
Ainda assim, existe um obstáculo muito concreto: pessoas com competências. Em Portugal, dados recentes indicam que 91% das empresas reconhecem não ter, neste momento, as capacidades necessárias para implementar uma estratégia ESG eficaz. Ou seja, o desafio já não está apenas em “querer fazer”. Está em saber como fazer bem. O mercado precisa, com urgência, de profissionais preparados para compreender indicadores, transformar objetivos em ações, integrar práticas sustentáveis nas operações, comunicar compromissos de forma credível e ajudar a construir culturas organizacionais alinhadas com as exigências atuais.
Por isso, o ESG deixou de ser apenas uma vantagem competitiva e passou a ser um requisito estratégico. E isto já se reflete na procura por talento, inclusive para funções de coordenação e liderança, precisamente porque a sustentabilidade não se improvisa. Constrói-se com conhecimento, visão e equipas qualificadas.
É neste ponto que a formação profissional assume um papel determinante. Desenvolver competências em ESG é preparar pessoas para o futuro do trabalho e, ao mesmo tempo, ajudar as organizações a crescer com mais responsabilidade, inovação e consistência. No Citeforma, acreditamos que investir em formação é investir em empregabilidade, impacto positivo e transformação real.
Porque o ESG não é o futuro. É o presente. E começa nas pessoas.
Por Sérgio Pombeiro - Coordenador de Formação da área Administrativa e de Secretariado
02 fevereiro 2026
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