IA: Estagnar ou (re)aprender. O papel do upskilling e reskilling na era da inteligência artificial

IA: Estagnar ou (re)aprender. O papel do upskilling e reskilling na era da inteligência artificial

As conclusões de um recente relatório internacional sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho são claras: a IA não está a substituir profissionais, mas a redefinir o valor das competências humanas e a exigir um investimento contínuo na aprendizagem ao longo da vida.

A transformação impulsionada pela IA está a alterar funções, processos e expectativas a um ritmo nunca visto. Segundo esse estudo, as profissões mais expostas à utilização de IA, como análise de dados, funções técnico-digitais ou desenvolvimento de software, estão a sofrer uma evolução de competências 66% mais rápida do que outros perfis menos afetados.

Esta mudança sente-se também na valorização profissional. O relatório indica que trabalhadores com competências específicas em IA podem receber prémios salariais superiores a 50% em comparação com colegas em funções semelhantes, mas sem essa preparação. Além disso, os salários em setores com maior adoção de IA têm crescido ao dobro da velocidade registada em áreas menos expostas.

O desempenho organizacional segue a mesma tendência. Entre 2018 e 2024, a produtividade em setores fortemente impactados pela IA passou de 7% para 27%, revelando um salto significativo na eficiência. E esta aceleração não se limita às carreiras mais técnicas: funções intermédias, como supervisão, apoio administrativo ou operações especializadas, estão também entre as que mais exigem atualização e reconversão profissional.

Aprender, antecipar, transformar

Apesar de receios persistentes, o estudo revela uma conclusão otimista: entre 2019 e 2024, o emprego aumentou 38%, mesmo em áreas consideradas altamente automatizáveis. Em vez de substituir pessoas, a IA está a funcionar como complemento às suas capacidades.

A investigação destaca ainda que os programas de upskilling e reskilling são mais eficazes quando assentes em diagnósticos reais das necessidades de competências, utilizando dados, mapeamento funcional e planeamento estruturado. A chave do sucesso passa por preparar as pessoas para novas funções, novos ambientes e novas responsabilidades.

Neste cenário, apostar na aprendizagem contínua não é apenas uma resposta ao presente, mas uma estratégia essencial para assegurar a sustentabilidade futura das organizações e das carreiras.

No Citeforma, o plano anual de formação inclui diversas ofertas que combinam a aplicação prática da inteligência artificial com desenvolvimento de competências essenciais, promovendo tanto upskilling como reskilling para preparar profissionais para os desafios da nova era digital.

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15 outubro 2025

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