Seminário sobre Tecnologias no Ensino/ Formação -Tecnologias Multimodais

Seminário sobre Tecnologias no Ensino/ Formação -Tecnologias Multimodais

Tecnologia e linguagem multimodal e a sua aplicação nas práticas pedagógicas foram as grandes vertentes abordadas esta quinta-feira, no Auditório do Citeforma, no decorrer do Seminário Tecnologias no Ensino/ Formação - Tecnologias Multimodais. Este foi mais um seminário, do Ciclo de Inovação – Tecnologias no Ensino Formação, organizado pelo Citeforma em colaboração com a NOVA IMS e o IEFP.

Miguel Sales Dias (ADENE/UNL) introduziu o tema Tecnologias multimodais com a apresentação de algumas tecnologias de suporte à visualização e entrada de dados. Identificou soluções de assistentes virtuais, equipamentos de reconhecimento de movimentos, sensores de leitura tridimensional, biometria e realidade virtual. Alguns destes recursos já entraram no quotidiano e têm potencial para o contexto formativo.

Seguiu-se Bernardino Lopes (UTAD), que focou a sua apresentação no papel da linguagem multimodal na educação científica e tecnológica. Na sua opinião, a importância da linguagem multimodal reside na possibilidade de aumentar o sentido da comunicação. Diferentes registos semióticos permitem chegar a níveis de entendimento distintos, o que conduz ao aumento da capacidade de abstração. “É de todo interesse que a multimodalidade das linguagens seja usada para comunicar, para registar, para representar, para pensar e para operar no contexto da educação científica e tecnológica” concluiu na sua apresentação.

O desenvolvimento de recursos de acessibilidade para ensino-aprendizagem de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática foi explicado por Diamantino Freitas (FEUP), ainda durante o painel de Enquadramento da Temática. Apresentou projetos de aperfeiçoamento da acessibilidade dos conteúdos, para pessoas com deficiências, com propostas de soluções encontradas, para utilização no sistema de ensino-aprendizagem.

Um painel dedicado a Práticas Comunicativas Multimodais trouxe dois exemplos concretos. Carlos Pinheiro, da Rede de Bibliotecas Escolares, apresentou o MILD (Manual de Instruções para a Literacia Digital), como exemplo da integração dos meios digitais em contexto educativo. “Trata-se de uma ferramenta destinada a capacitar os jovens para trabalhar na mudança e na incerteza” explicou. Depois, falou José Paulo Cravino, da UTAD, sobre o Acervo de Narrações Multimodais. Explicou o que é o acervo, as suas características, como se pode aceder, e a sua aplicação no desenvolvimento pessoal, na formação de professores e no trabalho de investigação.

O Seminário encerrou com um painel dedicado a Tecnologias Digitais Multimodais, com a participação de Nuno Correia (FCT-UNL) e Leonel Morgado (UAberta).

O primeiro apresentou o processo de design e desenvolvimento de sistemas interativos multimédia e multimodais utilizados em diversos ambientes. Descreveu o contexto em que são usadas tecnologias como sensores, superfícies de interação e técnicas de processamento de informação semântica. Explicou ainda a sua aplicação a diferentes áreas como o património cultural, a formação, a arte contemporânea e a dança.

Leonel Morgado falou sobre a Realidade Aumentada e deu exemplos da possibilidade de sobrepor o digital ao mundo físico. Torna-se possível assim “deslocamo-nos para um mundo de realidade mista, onde o contexto físico e digital se combinam e interagem. O contexto rico assim gerado é potenciador de compreensão mais pessoal e profunda de conceitos complexos e multidisciplinares. A produção desses contextos é também potenciadora de melhor comunicação de ideias complexas, ligadas aos conceitos e perspetivas individuais, culturais e coletivas” concluiu.

Decorreram já oito edições deste Ciclo de Seminários sobre Inovação no Ensino/ Formação. Sete tiveram lugar em Lisboa, na sede do Citeforma e uma foi promovida no Porto, em parceria com a Universidade Portucalense. O debate tem sido conduzido no sentido da Inovação no Ensino/ Formação aplicado a temas como a Internet das Coisas, os Serious Games, as Escolas Inteligentes, os Grupos Alvos Específicos, o Saber Fazer, a Inteligência Artificial, a Gestão da Informação e a Acessibilidade e Inclusão.

24 maio 2019

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